Spinningboard

“Spinning”
Boas pessoal!
Já havia bastante tempo que tinha vontade de fazer uma investida de spinning em modo (spinningboard) mas as condições para este tipo de pesca têm de ser muito próprias, gosto das águas baças e o mar quase de rojo para garantir o máximo de estabilidade em cima da prancha…
Escolhida a zona de ataque e já no terreno fiz um estudo muito apurado do pesqueiro a partir do cimo da falésia, pensei em atacar ao redor de umas pedras que tinha marcado lá de cima pois aquilo pareceu-me ter bom aspecto e podia ser que esfolasse por ali algum robalote, se por acaso não sentisse nada nesse local podia ainda alargar a zona de ataque para os lados.
Assim que cheguei lá a baixo meti-me na água e fui direito à zona que me pareceu ser boa em redor de umas pedras, alguns lançamentos e amostra presa, (já o burro nãã vai direito) pensei eu em voz alta, uma coisa boa de pescar assim é que raramente perco amostras, pois se ficarem presas vou lá busca-las. Recuperei a amostra mas o terminal ficou roído e nadei até à pedra mais próxima onde em cima desta rapidamente fiz um novo terminal e voltei para a água, uns metros mais à frente havia uma zona que fazia um bonito rebojo e logo meti lá a mesma amostra que me parecia ideal para aquelas condições, acho que ainda não tinha esticado bem a linha e já tinha um robalote kileiro lá cravado 😤 que cena fixe apanhar peixe assim sentado em cima de uma prancha de bodyboard, desloquei-me para trás da pedra para desferrar o robalote e prendê-lo no enfião sem fazer muito alarido não fosse assustar algum outro que andasse por lá. 

Voltei ao mesmo sítio e faço tudo igual, com cerca de uns dez lançamentos talvez e a pensar já em mudar para outro local porque aquele peixe seria filho único levo uma bela mocada e até me desequilibrei no momento de fazer a ferragem 😊 por pouco não caí ao mar hahahhaha, este era maior e depois de o trazer até mim com calma desferrei-o e enfião com ele, bom a coisa até nem ia mal, pois em meia horita já tinha curtido ali dois peixinhos porreiros.

Agora sim com mais alguns lançamentos no mesmo sítio e sem sentir nada arranquei para outra zona onde também nada senti, depois andei por lá a explorar uns cantinhos que me pareciam propícios mas nada de actividade, entretanto já tinha passado algum tempo e decidi regressar, ao passar pela zona onde tinha apanhado os peixes resolvi parar e fazer mais meia dúzia de lançamentos, mas desta vez estava do lado oposto da zona quente e com um artificial passeante, joguei três vezes e toma, lá estava mais um a cabecear na ponta da linha, Robalo bonito e energético que me deu uma prazeria do caraças 😊

Peixe no enfião, faço mais alguns lançamentos e toma, peixe na ponta da linha novamente, este foi sol de pouca dura pois soltou-se a meio da recuperação, penso que fosse um kiliero e passado cerca de meia horinha dei por terminada esta jornada e fui para cima, o bichinho no estômago também já dizia que estava na hora.

Neste tipo de pesca reduzo ao máximo o material e levo para baixo apenas o essencial porque normalmente escondo o ceirão num buraco no meio das pedras e por vezes só volto passado umas horinhas, evitando por isso deixar coisas de valor no ceirão e assim posso vaguear mais à vontade, pois nunca sei se vou ficar ali pertinho ou se vou para longe, a vontade de explorar e avançar mais uns metros neste tipo de pesca para fazer dois ou três lançamentos é difícil de controlar 😊

Tem sido uma Primavera positiva para mim, tenho feito umas pescas engraçadas e desta vez até consegui contornar o tão afamado cardume de um e lá vieram três 😊
De salientar que esta foi uma jornada que quase não acontecia, pois andei reticente para abalar para a pesca, mas lá está, eles não vêm ter a casa, eu pelo menos eu em casa nunca apanhei nada, só bebedeiras assim sem querer 😂

Já lá em cima tive à conversa um bom bocado com um típico pescador/mariscador que passava na sua velhinha e fiel casal 5 e parou para meter conversa comigo, um homem da terra dono de um saber e de memórias que até me fez pensar que afinal de contas não percebo nada disto, era um sujeito bem-falante e porreiro, gosto de conversar com malta assim e chego á conclusão de que muitas histórias ficarão por contar e permanecem apenas guardadas na memória destes velhos pescadores que toda uma vida frequentaram estes pesqueiros de que eu tanto gosto, às vezes dou por mim a pensar como seria isto há uns 30/40 anos atrás, deviam aparecer por aqui uns Robalões do catano…

Depois daquele estrafego todo estava na hora de papar uma sopa à qual lhe juntei uma batata-doce e empurrei tudo com um copo de vinho, um gajo tem de comer alguma coisa 😋

No dia antes deste numa outra zona em que o mar ainda tinha um toque, tive a fazer uns lançamentos e cravei apenas esta baila que foi o meu jantar, a fomeca era tanta e já quase sem luz solar foi tudo feito muito à pressa que nem me lembrei de registar o momento 😐

A apanha do lixo já faz parte do ritual nestas minhas idas à pesca.

Joaninha

Buraco

Nesta altura do ano quando vou para estes lados e tenho oportunidade apanho sempre uns burriés para beber umas cervejinhas, um gajo tem de comer alguma coisa 😉

Pessoal por hoje é tudo, usem o mar mas não abusem dele.
Saúde e força aí…

— ATENCIÓN: El artículo pertenece al BLOG de «Lobo do Mar» —


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