Quem não Arrisca não Petisca

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Com os primeiros mares de Inverno a baterem à porta da Costa Sul as praias começam a ser “lambidas” por algumas ondulações, pena o limo que ainda continua presente em certas zonas da costa…
As primeiras chuvas do ano são sempre boas e todos os anos anseio por estas chuvadas que de uma maneira ou outra arrastam alguns nutrientes para o mar, é excelente para fazer abeirar uns peixes em certos pesqueiros e se isto tudo for acompanhado de alguma ondulação melhor ainda.
A chuva faz muita falta e principalmente aqui no Sul, a cada ano que passa é menos e mesmo assim ainda se vê por aí ignorantes que reclamam quando está um dia de chuva, pois digo a essas pessoas que chegámos a um ponto em que ninguém tem o direito de reclamar, nem com a simples e velha desculpa do (porra tinha de ser logo hoje) é que faz mesmo tanta falta que na minha opinião ninguém deve de reclamar e sim olhar para ela como uma coisa abençoada.

Bom, mas vamos lá à jornada que quase que não acontecia, não por causa da chuva que neste dia até nem foi muita (como sempre por aqui) mas sim por causa do vento, este sim era o meu inimigo nº1 para além do limo que tem permanecido na Costa.
Agora com as praias livres e limpas dos enfeites balneares, que quase metade do ano são entregues aos novos chefes do mundo e seus amigos que mandam e comandam o desenvolvimento de um turismo excessivo, agora já nesta altura do ano é mais fácil escolher uma praia para fazer uma jornada de pesca.
À última da hora lá decidi arrancar para a pesca e fiz ali duas sandes de nada com molho de coisa nenhuma para enganar o estômago e tentar fazer uns peixes durante o dia, quem não arrisca não petisca…

Posso dizer que este foi um dia com muita actividade por parte do peixe logo no início da jornada, entre Sargos e bailas muitas foram as devoluções que fui fazendo ao longo desta jornada e ao mesmo tempo tentava seleccionar uns peixes para levar para casa, decidi logo no início que bailas só levava se tivessem 30cm, como nenhuma das que apanhei tinha essa medida foram todas devolvidas embora algumas delas tivessem quase, ficam para outro dia 😉
Já os Sargos juntei 17 exemplares entre as 400 e as 800g, confesso que fiquei bastante satisfeito com o resultado desta pesca, com o que eu tenho ouvido falar por aí, acho que foi uma boa pesca…

Quando arrumo o peixe meto os maiores em baixo e os mais pequenos em cima ao contrário dos espertalhões que tapam os pequenos com os maiores.

Com a pesca já quase arrumada e com uma cana ainda montada, ao final do dia com o céu completamente encoberto lembrei-me (E se eu aguentasse aqui mais duas ou três horinhas a ver se cravo aqui um Robalo perdido) assim foi, aguentei-me ali mais 3 horinhas à espera de um velhaco que andasse por ali perdido ao entardecer, mas nada; foi em vão mas sem sentimento de culpa, porque quem não arrisca não petisca…

Nas últimas marés grandes fui ali à Ria numa manhã apanhar uns lingueirões para fazer um arrozinho 😉  

Na apanha dos lingueirões e quando passava uma regueira com água pelo joelho saiu-me um choco à frente, encurralei-o ali numa poça e joguei-lhe as garras, começava bem esta ida à maré.
No dia seguinte foi o meu almoço, o choco que me desculpe mas um gajo tem de comer alguma coisa 😋

Saúde e força aí pessoal.

— ATENCIÓN: El artículo pertenece al BLOG de «Lobo do Mar» —


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